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  • fluffypetgeral

Ai, ai a balança...

Atualizado: 2 de mar.

Quem nos acompanha no Instagram, tem podido seguir o processo de emagrecimento da Lobita de perto.

Com onze anos de idade, a Lobita está num plano de emagrecimento para perder os quiilinhos que a doença de Cushing ( felizmente resolvida) lhe trouxe.

Este foi o mote para o nosso artigo, pois demos connosco a pensar nos problemas, nas causas e consequências do excesso de peso nos animais dos nossos lares.


MAS, antes de avançarmos queremos deixar bem assentes que não somos médicos-veterinários e, por isso, este artigo EM NADA SUBSTITUI UMA CONSULTA com o médico assistente do seu patudo. Toda e qualquer questão sobre a saúde do seu patudo deve ser esclarecida com o médico veternário que vos acompanha.



Pese embora o excesso de peso e a obesidade sejam uma presença constante na nosa realidade, nem todos os patudos estão em excesso de peso. Mas, segundo o site da Farmácia Nova de Gaia, "grande percentagem dos animais de estimação tem excesso de peso. Estima-se que 50% dos cães e 76% dos gatos esteja acima do peso ideal.".




As causas atupara excesso de peso são várias e podem ir desde questões genéticas (existem raças com uma maior predisposição a engordar), excesso de alimentação, doença, a falta de exercício físico ou, até mesmo, falta de conhecimento do tutor. Quantas vezes já ouvi "ah ele está magrinho", quando na realidade do patudo está bem e o que acontece é que nós nos habituamos a ver os animais com algum peso e isso acaba por se tornar "normal".


De acordo com a Royal Canin, é possível, inclusivamente "perceber que o seu cão tem excesso de peso devido a mudanças no comportamento dele. Pode estar letárgico e não ter energia, incluindo falta de esforço na altura de brincar ou de algum tipo de atividade física. Quando leva o seu cão a passear, este pode ficar sem fôlego com muita facilidade ou até mesmo parar de tentar andar, porque está com dores ou cansado. Naturalmente também verá um aumento do porte físico dele.".

No blog da Clínica Animal Especial, podemos encontrar algumas das consequências do excesso de peso:

Redução da esperança de vida do animal;

Possibilidade de provocar osteoartroses e outras doenças ortopédicas devido à sobrecarga articular;

Possibilidade de diminuição à tolerância ao calor e ao exercício (deixam de conseguir correr e brincar tanto);

Possibilidade de constrição das vias aéreas superiores (com consequentes faltas de ar), colapsos traqueais ou paralises da laringe;

Podem conduzir a uma deficiente auto-limpeza (principalmente em gatos) conduzindo a problemas dermatológicos;

Aumento do risco anestésico;

Pode despoletar doenças tais como a diabetes mellitus.


Mas, e como saber que o nosso patudo se encontra com excesso de peso ou não?


Segundo o site da Virbac, "confundimos frequentemente excesso de peso e obesidade. A fronteira é quantitativa: se um animal ultrapassa em 15 a 20% o seu peso ideal, diz-se que tem excesso de peso, e acima desta percentagem, que é obeso. O termo obesidade é igualmente utilizado quando o excesso de peso tem consequências médicas (diabetes, artrose, problemas cardíacos, respiratórios, etc…). Na verdade, o excesso de peso não tem mais do que consequências estéticas.".





Como prevenir que o meu patudo engorde?

Desde cedo podemos ter alguns cuidados que podem ajudar ao não aumento do peso ou, pelo menos, a um maior controlo do mesmo. Podemos:

  • Respeitar as recomendações indicadas, pesabdo a dose diária para evitar os erros das "medições aa olho";

  • Optar por um alimento “light”, menos rico em energia e em gordura, especialmente formulado para animais com excesso de peso se for o caso;

  • Lembrar que as guloseimas ou petiscos devem ser dados com moderação, escolhendo os mais adequados (menos gordura, menos açúcar). Se é o caso, deduza estas guloseimas do aporte calórico diário recomendado e faça as devidas adaptações à dose diária do patudo;

  • Enganar a fome dos animais mais gulosos, complementando a sua dose diária com alimentos muito pouco calóricos como curgetes cozidas em água

  • Fornecer as refeições em brinquedos dispensadores de comida (sempre ajudam a movimentar mais um pouco)

  • Proporcionar exercício físico adequado à energia, idade e condição corporal do vosso patudo, quer seja por passeios maiores ou mais intensos, pela inclusão de mais brincadeiras em casa, por corrida, etc..




Por fim, e na nossa opinião, o que devemos levar em consideração num processo de perda de peso no nosso patudo?

  • Que seja lento e prolongado, pois não pretendemos uma perda de peso muito drástica para não haver um retorno do peso;

  • Que seja ajustado ao longo da sua evolução (deverá haver, desde o início, um acompanhamento médico e o mesmo deve ser elaborado para o seu patudo especificamente);

  • Vontade da sua família humana, pois muito do sucesso deste caminho depende da família humana;

  • Consciência de que tudo leva o seu tempo e eles dão o seu melhor, mas temos de estar dispostos a gerir e mudar algumas coisas nas rotinas;


Terminamos o artigo da mesma forma que começamos, alertando para o facto de este artigo não ter sido escrito por um médico veterinário e que, ninguem melhor do que o veterinário do seu patudo para ajudar neste tema, Fale com ele na próxima consulta, caso não esteja confortável com o peso do seu patudo!


Fontes:

https://blog.farmacianovadamaia.pt/veterinaria/animais-de-estimacao-excesso-peso/

https://animalespecial.com/excesso-de-peso/

https://pt.virbac.com/home/doencas/excesso-de-peso.html?preventiframecaching=1

https://www.royalcanin.com/pt/dogs/health-and-wellbeing/is-my-dog-overweight


Imagens:

https://www.farmaciasportuguesas.pt/menu-principal/espaco-animal/sera-que-o-seu-gato-tem-excesso-de-peso.html

https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/controle-de-peso/como-calcular-evolucao-de-peso/

https://www.ative.pet/bem-estar/obesidade-em-animais/






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