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Luto Animal...

Recentemente despedimo-nos de uma das patudas da nossa família. Uma patuda que vimos nascer e crescer, uma alma linda e maravilhosa que nos acompanhou nos últimos dez anos. Um Ser especial em toda a sua essência!

Foi duro, como qualquer perda!

Mas, mesmo na hora da sua partida, continuou a ensinar-nos a dar o nosso melhor e a querer ajudar os outros, porque, afinal, muito se fala de cachorros, de cuidados durante a vida, de sociabilização..., mas pouco se fala de perda, de despedida e de luto!





A perda de um patudo pode ser devastador, tanto ou mais do que a perda de uma pessoa amiga ou familiar. A dor e a intensidade da perda está relacionada com a relação que temos com o animal - fará sentido que, quanto mais próxima for a nossa relação, mais soframos com essa perda.


Podemos entrar numa espiral de dúvidas ("será que fiz o que podia?", "poderia ter feito mais?"). Dúvidas e questões essas que aumentarão se a partida foi decidida e se a família humana optou por eutanásia. Quando o animal parte por si mesmo, esta responsabilização é menor ou inexistente.

Mas, continuam as questões e o sentimento de raiva e revolta, não só pela pessoa em si (muitos tutores "castigam-se" pela morte do seu animal), pelos profissinais de saúde (na sua dor, questionam se foi feito tudo da melhor forma, tentam encontrar erros e falhas), mas também, muitas vezes, pelo próprio animal (que partiu e nos deixou sozinhos).


O luto é um processo muito pessoal e cada pessoa reage à sua maneira, com uma intensidade diferente e muito própria.

Porém, algo comum é a falta de apoio e de solidariedade que o tutor enfrenta.

Enquanto que, perante a perda de um familiar, a sociedade responde com uma onda de solidariedade, o mesmo não ocorre perante a perda de um animal. Quantos de nós já não ouviram a típica frase de "era só um animal!".

Para a pessoa que ama esse animal, para a pessoa que agora se encontra em luto, essa frase dói demais, porque, não era só um animal. Era um membro amado e querido, um elemento da família.


"No Reino Unido, um serviço de apoio gratuito criado pela Blue Cross para donos que perderam os animas de estimação chamado Pet Bereavement Support registou, entre 2016 e 2018, um aumento significativo do número se chamadas e emails que recebeu anualmente. Passou das 5 968 para as 10 925, o que indica que cada vez mais as pessoas percebem que se sentem melhor se poderem falar abertamente sobre o tema." (1)


Portugal ainda falha nesse âmbito, pese embora, cada vez mais as clínias veterinárias tentem dar algum tipo de apoio nesse sentido. Outra forma são consultas com um psicólogo.



«Há uma santidade nas lágrimas. Não são marca de fraqueza, mas de força. Falam mais eloquentemente do que dez mil línguas. São mensageiras da dor incontrolável, da profunda contrição e do amor indescritível.»
Washington Irving

Acima de tudo, não deveremos ter vergonha de expressar os nossos sentimentos, nem de os esconder. Falemos abertamente do que sentimos. Procurar e obter ajuda em outras pessoas, ajuda a enfrentar este momento de dor e sofrimento.


Muitos autores defendem que poderá ajudar manter algumas das rotinas que tinhamos com o nosso patudo para que, desta forma, a transição seja mais suave e não tão brusca.


Cuidar de nós - auto cuidado - é algo em que podemos apostar neste momento. MImarmo-nos um pouco, acarinharmo-nos, dedicarmos esse tempo a nós mesmos. Nutrirmo-nos.

Podemos falar com o nosso empregador (se houver essa abertura) e pedir uns dias. Se naõ for possível, podemos sempre tirar uns dias férias ou faltar para que possamos fazer o nosso luto.


Recorrer a terapias como florais de Bach, aromaterapia, entre outros, pode ajudar... para a família humana e para os patudos que ficam. Sim, porque os animais também se podem ressentir e sentir a falta do patudo que partiu. Os animais que ficam, também merecem a nossa atenção e, tal como acontece connosco, o seu processo de luto é único e dferente.


Outra ajuda que podemos ter é começar, ainda em vida, a ter a consicência de que, por norma, os nossos patudos duram menos do que nós e que, muito provavelmente, iremos passar por este período.

Ganhar a consciência de que a morte faz parte da vida e de que faz parte deste ciclo, ajudará no momento da perda.


«Como é que os animais entendem as coisas não sei, mas é certo que entendem. Talvez haja uma linguagem que não seja feita de palavras e todo o mundo a entenda. Talvez haja uma alma escondida em tudo e ela pode sempre falar, sem fazer barulho, com outra alma.»
Frances Hodgson Burnett


Mas, e da parte do animal?

Esta é uma pergunta nada fácil de responder, porque a ciência ainda não tem mitas respostas para a mesma.

Ao longo da evolução da nossa sociedade, os animais foram tidos como objetos, sem sentimentos, sem direitos. essa perspetiva muda e, a cada passo, se descobrem novas coisas no âmbito animal, dos seus sentimentos.


Do ponto de vista energético/ espiritual, os animais têm uma postura difente da nossa perante a morte. Para eles, é apenas uma etapa, uma passagem. Não o fim. De uma forma geral, os animais não temem a morte, porque têm esta consciência de que faz parte da vida e todo o ciclo tem um início e um fim.

Eles são Seres maravilhosos, amam incondicionavelmenteue e, de tudo o que tenho aprendido, é que muito nos têm para ensinar, incluindo neste tema de perda e luto!




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Fontes:

(1) https://www.e-konomista.pt/perder-animal-de-estimacao/

https://eusinto.me/bem-estar-e-saude-psicologica/relacoes-e-comunidade/quando-um-animal-de-estimacao-morre/

https://lifestyle.sapo.pt/saude/fitness-e-bem-estar/artigos/o-luto-pela-morte-do-animal-de-estimacao

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682019000100014

https://24.sapo.pt/vida/artigos/pre-publicacao-de-o-luto-por-um-animal-de-estimacao-o-que-podemos-fazer-quando-os-nossos-bichos-nos-deixam







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